Se Achar
O que você sente quando encontra dentro de si , por acaso ou de propósito, algo que se tem certeza que é (só) seu?
Quem não se acha ao ouvir e concordar com uma frase do tipo:
- Isso é Sua cara!
Pode ser sua forma de sorrir, de agradecer, o seu cheiro, seu gosto, seu paladar ou seu estilo!
Quando na presença de uma consciência de identidade:
- Nos Achamos!
uma procura
A pessoa, ou personagem da vida real que cada um de nos representa e saboreia (ou engole), é construído aos poucos, no dia a dia da trilha de nossas vidas.
Neste percurso, aos poucos, nos encontramos.
Quando você “se acha” acaba sendo tomado por uma emoção que se compara, vezes ao orgulho, outras à aceitação.
Laboratório - Ainda jovens experimentamos muitas coisas, sempre em busca de respostas para o que queremos, ou para o que sonhamos… Natural, a juventude oferece tempo, saúde, disposição, e tudo o mais necessário para gastar energia com experiências (sem grandes conseqüências para possíveis explosões).
Lembra daquela peça? (sobre uma das facetas da inveja) - Que fala do impulso comum que nos leva ao movimento diante da informação do avanço do outro (que admiramos). Então, durante a juventude este impulso tem ainda mais força.
Ok - Experimentar é fundamental pra acertar por exclusão.
Mas passada a juventude, o laboratório de experimentações fica mais cauteloso e qualquer explosão pode significar uma ameaça. Então, procuramos uma zona de conforto onde habitem nossas referencias e nossos valores.
E alí a mente sossega, acalma a inquietude.
Se a realidade não lhe impuser mudanças, fica mais fácil se acomodar e deixar o pensamento sedimentar. Segundo Freud:
“o psiquismo é conservador, quando encontra um caminho não muda”.
E aos poucos, vamos nos adequando a própria realidade cotidiana particular, com horários rígidos e compromissos, e assim, nos Achando menos. (e cada vez menos).
É excitante ter plantada a semente do inconformismo, da busca pela manutenção de um movimento (eu quero dizer evolutivo, mesmo que você ache isso romântico demais..)
O outro Laboratório – Viajar, se possível, sozinho.
Viajando Sozinho o olhar de estréia sobre as coisas renasce, assim como o desejo de se comunicar, a descoberta do que você oferece, a conquista da cumplicidade consigo (afinal, você se torna a única testemunha das próprias emoções) - Sem o amparo do outro é possível se reconectar.
O encontro consigo mesmo é um dos melhores passeios de uma viagem feita só;
Aproveitando o fato de que o contato com o novo aguça a sensibilidade, imergimos em nossos sentimentos.
Vivendo momentos (só!) seus. Você Se Acha.
Longe de casa e sozinha a reflexão existencial (adoro!) acontece naturalmente;
Estando mais presente no que se faz, a mente se centra e propicia o pensamento.
se Achando.
Tomar essa consciência de si, e perceber a própria vida como uma infinidade de possibilidades, é percorrer o mapa de um tesouro de preciosidade única: a sua identidade.
Ah, mas e a moda maria?
Então, voltando desta viagem de quase 1 mês sozinha, me lembrei de uma frase que li num livro Italiano (Moda! A Mancinelli; Ed. Sperling & Kupfer/ um presente da Bá), que logo no prefacio, falando sobre estilo próprio, diz:
“(…) Mi permetto um consiglio personale a tutte le donne:
Dovete viaggiare, viaggiare, viaggiare”.
(me permito conselho pessoal a todas as mulheres: Vocês devem Viajar, Viajar, Viajar)
Identidade e o estilo caminham juntos.
Levar a mente para passear propicia o reconhecimento da própria identidade, e por conseqüência do próprio estilo!
Se Procure. Se Ache.
“Deixe de digam, que pensem, que falem (…)”.
mariasanz