Bem vindo ao noProvadoR.com

Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.
 

Arquivo de Julho, 2006

31 de Julho de 2006 - 10:32

.: feito à mão :.


(Obs- Essa é uma peça de meias-palavras, mas como pra bom entendedor isso é suficiente, vou confiar no meu amigo (mario) que me disse que não é preciso explicar todas as coisas. Façamos um teste.. )

O mundo não é o mesmo para mim e para você – Certo?!
Enxergamos sob diferentes pontos de vista. E é nosso olhar individual que lhe atribui forma; e nosso pensamento que lhe confere organização.
Somos seres únicos, ligados por laços, naturais ou manufaturados, a outros seres, (únicos).
files_0032.jpg De Aço.

É preciso ter isso em mente (também) quando “mim” é você e “você” são seus pais. Nesta relação o laço é natural e mais forte e resistente que nas demais, além de ser do tipo que nunca se desfaz – (razão pela qual fica fácil se confundir com a palavra liberdade, ou unicidade).

A libertadora maturidade tem o projeto audacioso, e sem descanso, de construir a capacidade de conviver com a ambigüidade da existência - (que Alimenta, mas também Devora).
A (difícil) Libertação do olhar profético lançado desde muito por nossos pais faz parte deste projeto.

Pra Modelar – Sempre individual, as linhas gerais que nos contornam têm um pedaço rígido, onde habitam nossos valores, (herdados daquele laço de aço); e outro flexível, um respiro, para acomodar experiências adquiridas e deixar operar transformações: Dar outros laços, ou mesmo um nó (uma escolha individual).

Mudanças geram ansiedade, e o desejo de redesenhar sobre o próprio molde é forte, mas o medo de sair de uma situação conhecida, pode ser maior ainda. (acabamos de falar disso, lembra?).

files_0023.jpg Um momento de indecisão (!).
Chegada a hora que se deseja fazer uma intervenção única, individual, uma nova forma, um desenho, um rabisco no original, que seja, o estomago sente, e aí, é com você: então, faz ou não faz?
A cabeça gira, faz um passeio lá atrás e, inspirada na natureza audaciosa do projeto amadurecimento: Faço.
Pra dizer pouco:
Sejamos livres, únicos, sem jamais desatar laços preciosos e, ainda, manufaturar muitos outros.
- O meu (comigo) foi uma opção feita à mão.

E digo mais só mais essas últimas meias- :

Se a vida é um presente. Eu quero o meu cheio de laços (!).
files8.jpg

mariasanz.



comentários (10)  
27 de Julho de 2006 - 2:52

Se Achar


O que você sente quando encontra dentro de si , por acaso ou de propósito, algo que se tem certeza que é (só) seu?

Quem não se acha ao ouvir e concordar com uma frase do tipo:
- Isso é Sua cara!

Pode ser sua forma de sorrir, de agradecer, o seu cheiro, seu gosto, seu paladar ou seu estilo!
Quando na presença de uma consciência de identidade:
- Nos Achamos!
files7.jpg uma procura

A pessoa, ou personagem da vida real que cada um de nos representa e saboreia (ou engole), é construído aos poucos, no dia a dia da trilha de nossas vidas.
Neste percurso, aos poucos, nos encontramos.
Quando você “se acha” acaba sendo tomado por uma emoção que se compara, vezes ao orgulho, outras à aceitação.

Laboratório - Ainda jovens experimentamos muitas coisas, sempre em busca de respostas para o que queremos, ou para o que sonhamos… Natural, a juventude oferece tempo, saúde, disposição, e tudo o mais necessário para gastar energia com experiências (sem grandes conseqüências para possíveis explosões).

Lembra daquela peça? (sobre uma das facetas da inveja) - Que fala do impulso comum que nos leva ao movimento diante da informação do avanço do outro (que admiramos). Então, durante a juventude este impulso tem ainda mais força.

Ok - Experimentar é fundamental pra acertar por exclusão.

Mas passada a juventude, o laboratório de experimentações fica mais cauteloso e qualquer explosão pode significar uma ameaça. Então, procuramos uma zona de conforto onde habitem nossas referencias e nossos valores.

E alí a mente sossega, acalma a inquietude.
Se a realidade não lhe impuser mudanças, fica mais fácil se acomodar e deixar o pensamento sedimentar. Segundo Freud:
“o psiquismo é conservador, quando encontra um caminho não muda”.
E aos poucos, vamos nos adequando a própria realidade cotidiana particular, com horários rígidos e compromissos, e assim, nos Achando menos. (e cada vez menos).

É excitante ter plantada a semente do inconformismo, da busca pela manutenção de um movimento (eu quero dizer evolutivo, mesmo que você ache isso romântico demais..)

O outro Laboratório – Viajar, se possível, sozinho.
Viajando Sozinho o olhar de estréia sobre as coisas renasce, assim como o desejo de se comunicar, a descoberta do que você oferece, a conquista da cumplicidade consigo (afinal, você se torna a única testemunha das próprias emoções) - Sem o amparo do outro é possível se reconectar.

O encontro consigo mesmo é um dos melhores passeios de uma viagem feita só;
Aproveitando o fato de que o contato com o novo aguça a sensibilidade, imergimos em nossos sentimentos.
Vivendo momentos (só!) seus. Você Se Acha.

Longe de casa e sozinha a reflexão existencial (adoro!) acontece naturalmente;
Estando mais presente no que se faz, a mente se centra e propicia o pensamento.

files_0022.jpg se Achando.

Tomar essa consciência de si, e perceber a própria vida como uma infinidade de possibilidades, é percorrer o mapa de um tesouro de preciosidade única: a sua identidade.

Ah, mas e a moda maria?

Então, voltando desta viagem de quase 1 mês sozinha, me lembrei de uma frase que li num livro Italiano (Moda! A Mancinelli; Ed. Sperling & Kupfer/ um presente da Bá), que logo no prefacio, falando sobre estilo próprio, diz:

“(…) Mi permetto um consiglio personale a tutte le donne:
Dovete viaggiare, viaggiare, viaggiare”.

(me permito conselho pessoal a todas as mulheres: Vocês devem Viajar, Viajar, Viajar)

Identidade e o estilo caminham juntos.

Levar a mente para passear propicia o reconhecimento da própria identidade, e por conseqüência do próprio estilo!

Se Procure. Se Ache.
“Deixe de digam, que pensem, que falem (…)”.

mariasanz



comentários (10)  
19 de Julho de 2006 - 10:30

Uma peça Paradoxal


Criamamos e somos criados por este fenomeno: moda.

Em cada um de nòs habita um desejo de parecer unico. Queremos nos diferenciar dos demais - Esta è uma condiçao da vaidade humana, e è uma das razoes pela qual a moda existe.
Mas a moda è um paradoxo: buscando a diferenciaçao acabamos nos igualando aos demais. Ora, tambèm eles querem se diferenciar.

files_0031.jpg Coisas da moda : eu e Raquel, no jantar do inst. Marangoni - Hotel Four Seasons - 3 (!) mulheres usavam o mesmo vestido - M.Bonita ext. - (depois coloco a foto da terceira, se ela deixar..)

“(..) è o coletivo que gostaria de ser unico. O povo que gostaria de ser individuo. O objetivo que gostaria de ser subjetivo. Eis o antagonismo da moda. O que deveria nos caracterizar acaba nos descaracterizando”. Joao Braga.

A natureza da moda è a propria busca pelo inusitado, pelo inèdito; Para entao atingir o uso generalizado, e decair. Entao novos aspectos surgirao, para depois decairem tambèm.

:. Da moda nao se escapa .:

(neste ponto do texto, alguns narizes já estao se torcendo, eu sei; mas nao desista, vou explicar essa historia.)

Viver nos vincula à coletividade. Fazemos parte de um todo.
Quando o todo age e nos propoe uma novidade (moda), reagimos.

Seja voce aquele que se sente confortavel seguindo o fluxo do todo (ser “na moda”), ou seja aquele que prefere um caminho diferente, atè oposto (ser anti-moda), de uma forma ou de outra, acontece o relacionando com a moda. (!)

Ser demodè, rejeitar o “novo”, ou procurar manter-se sempre numa mesma tipologia, è comunicar que segue outras regras: as da anti-moda. Este è um comportamento tipico de moda.
A anti-moda è o braço direito da moda - Constitui um fenomeno absolutamente interessante para o sistema oficial de moda, que lhe abosorve, para depois relançar nas passarelas.

Como claro exemplo, cito o movimento punk londrino, protagonista de uma rebeliao que se constituia de recusar toda e qualquer regra da sociedade convencional daquele momento. Deixavam sua mensagem com um look rasgado, escuro, vampirizada, agressivo.:
Uma consequencia? A Legendaria Vivian Westwood lança sua primeira coleçao - que foi absolutamente Punk e se chamou “SeX” - Esta coleçao foi uma das maiores expressoes de moda daquele momento, (final dos anos 70).

files6.jpg Agressividade - mov. punk.Outro bom exemplo è a saia curta que surge, por volta de 1963, entre as jovens londrinas como uma bandeira contras as antigas regras no “new look” ditado por Dior. A partir desta anti-moda, Mary Quant lança a mini-saia, e nao apenas como moda, mas um estilo.

files_0021.jpg movimento feminino a favor da mini -saia (!), contra as regras de elegancia do new look .

Exitem muitos outros exemplos de comportamento anti-moda que fazem e fizeram o “Flip” na moda (gotico, vintage, etnico, street, etc…foram e serao muitos mesmo).

Cada expressao que se rebela contra a moda, pode a qualquer momento tornar-se a propria!
É ou nao é um (curioso) paradoxo ?!

mariasanz



comentários (10)