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Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.
 

Arquivo de Março, 2007

30 de Março de 2007 - 12:08

:. M de fogo .:


.: fogo_2.jpg :.

Cheia de má-fé, mas com um entusiasmo indomável, a moda funciona como um fósforo: Ingênuo, pode depois de pouco tempo aceso, queimar os dedos. Mas sagaz, pode também começar um incêndio, que o vento dos desejos alastra e que o tempo com sua carga de tédio, depois irá apagar. A moda é fogo!

Tal qual um incêndio, uma vez espalhada, alcança a vastidão impossibilitando precisar de onde partiu a primeira chama. A moda entra pelas casas, edifícios, sobe nas camas, toma os armários. Ela entra nos carros, motos, bicicletas, vai tomando as ruas, incendeia os passeios e passarelas, pontes e viadutos. E vai além, toma os corpos e sobe às cabeças. A moda é fogo!

O próprio criador de moda é frágil e opera no provisório, neste caso ele é o fósforo, que poderoso, mas fugaz, se apaga diante da grandeza de sua criação. A moda é fogo!

Em sua grande maioria, é fogo de palha que rápido se espalha e logo se apaga, mas não sem antes dilatar estruturas e queimar estoques. A moda é fogo!

Mas há ainda os lança-chamas principais, que aquecem o auto-forno onde se prepara a Alta-Moda. Sim, algumas cabeças de fósforos, de tão poderosas, passaram a resistir ao calor do momento e se solidificaram de forma monumental. A alta moda elaborou a continuidade: ao invés de fugazes labaredas, lança brasas que resistem por longos tempos mantendo aquecido o mercado e gerando milhões a cada minuto. A moda é fogo!

Propaga, multiplica, a moda é fo- !

fogo1.jpg

Tudo isso me fez lembrar de um poema chamado ‘Treze’, escrito por meu grande-genial-amigo Mario Guerra Junior. (Os versos deste poema super especial podem ser sentidos de várias maneiras, e numa delas também está a ‘chama da moda’).

….

no meio do começo
no começo do meio
no fim do fim
um em muito, muito em mim

 

no minuto, ta no tempo
ta no mar, ta na música
no filme, ta no mundo
ta na imagem, no momento

 

no começo do mal
bem, no final
um em um, um em mil, um em milhão
um na menina, um no amor, um na imaginação

 

não esta ali, nem aqui, nunca seu
começando meu, terminando além ou em ninguém
só mais uma vez, não esqueça e preste atenção
no fim do fim e muito em mim’
….

ora…assim como em mim, em ‘treze’ começa a moda.
- Quando acende, se propaga. Quando esquenta, nos embala. - Ela é fogo, ela ar-ra-sa!

.maria.



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14 de Março de 2007 - 11:16

:. tOnificante .:


feliz3.jpg

Muito se comenta sobre os benefícios da corrida; fala-se também sobre as vantagens da beterraba; E mesmo na encolha, ainda diz-se muito acerca das maravilhas do botox. Contudo, nem sempre se ouvem conselhos sobre a importância de exercitar nossa alegria. Sim, é ela a maior produtora e mantenedora do viço da pele e dos cabelos, e ainda, quando aliada a doses diárias de bom humor, surte efeitos imediatos na aparência do rosto e da silhueta. Acredite!

Para ser ‘técnica’, vou contar o que aprendi com um dos professores de quem mais gostei quando estudei em Milão, Ricardo Rubino. Certa vez, durante uma aula, ele disse que a moda é um tipo de celebração; Que ela só ‘acontece’ em tempos alegres e prósperos; Que ela não tem como existir em tempos de guerra ou de luto; E finalmente, que fazer moda é publicar pensamentos com louvor. (Entendi errado, ou a moda é também fruto da felicidade?).

Pois bem, com base neste ditame acadêmico e em meus próprios pensamentos de meia-tigela, venho propor um Elogio à Alegria.

Festeira confessa, acredito que celebrar a alegria nossa de cada dia infla a alma e conserva a juventude - Festa de aniversário pra mim é tônico!

festa.jpg Comemoro mesmo! (festinha de 4 anos da escola Crescer…só alegria!)Doses - Desde a saudação que celebra o começo de um novo dia, passando pelos abraços que celebram um reencontro, até o brinde que celebra a saúde, cada uma destas mini-festas diárias é uma atitude saudável que ajuda a propagar o riso, massagear o espírito e espantar qualquer bode, ou ruga de expressão, eventual.

Faceiras – Ao contrário dos meninos, nós meninas podemos e gostamos ainda mais de festejar: Para nós, um corte de cabelo novo merece sim uma comemoração; Um vestido novo merece sim uma festinha a altura; Encontrar uma velha amiga por acaso vale sim um gritinho espontâneo; Até o pudim que saiu perfeito merece um pulinho de alegria.
(Aliás, tenho a teoria de que a falta de faceirice nos meninos, é o que os fez eleger os esportes para dar vazão às suas emoções cotidianas. Veja o caso do futebol: É lá que o grito grave que comemora o gol, é também o que, com todo respeito, libera tantos outros agudos de alegria por eles contidos).

Festejar a vida, comemorar um novo aniversário ou uma velha amizade, são deliciosos exercícios de alongamento da alma, que fortalecem o coração, reacendem o brilho dos olhos e da pele. Experimente e verá que esta atitude saudável perante a vida pode funcionar muito melhor que aquele creminho melequento e de cheiro duvidoso que muitas mulheres passam para dormir.

feliz2.jpg

Ok. Apesar de ser pisciana, não estou aqui com a pretensão de ensinar peixe a nadar, mas não se esqueça de que suas nadadeiras também estão aí. Faça como a Shamú (SeaWorld?): Use-as para impressionar, mas quando estiver satisfeita, comemore e dê um banho de alegria na platéia!
Um beijo contente,
Maria Sanz Martins.



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5 de Março de 2007 - 9:45

CHApÉU


Este acessório particular teve seu nome originado da palavra caput, que em latim significa cabeça. Mas, como se sabe, não é só a cabeça que ele protege e decora. O chapéu pode denotar singularidade, mistério, originalidade ou extravagância à personalidade como um todo.

chapo.jpg

Além de sua função primária de proteção ao sol e ao frio, o chapéu passou a exercer a função decorativa, chegando a ser praxe em algumas culturas e símbolo de respeito em outras. Em termos de extravagância, é possível dizer que a partir da segunda metade do séc. XVIII a criação deste acessório torna-se mais ousada e criativa, atingindo seu ápice no período da Belle Époque, entre o fim do séc. XIX e início do séc. XX.

Naquela época os chapéus, especialmente os femininos, eram riquíssimos. Feitos em feltro, palha e veludo eram adornados com fitas, véus, plumas, flores e penas de aves exóticas. Quanto maior fosse seu glamour, maior a denotação de elegância e riqueza.

choche3.jpg Nos anos 20 e 30 o chapéu Clochê era sinônimo de moda feminina. Enterrados na cabeça, compunham o visual daquela nova mulher livre e misteriosa, que então usava o corte de cabelos curtos, à la garçonne, lábios e pálpebras maquiadas em tons escuros, a lá Luize Brooks, e exibiam vestidos soltos sem espartilho.

fedora1.jpg Fedora homburg.jpg Homburg

Pouco antes daquele mesmo período, no final do séc. XIX, a febre masculina era o Fedora, que impunha o mistério do estilo gângster. Este tipo de chapéu de feltro com concavidades na copa e na frente foi originado na Áustria e teve seu nome inspirado no vaudeville Fédora (do dramaturgo francês Victorien Sardou, apresentado em Paris em 1882, com a atriz Sarah Bernhardt no elenco). O Fedora é comumente associado aos gângsters americanos dos anos 20 e 30 e marcou personagens de cinema como Dick Tracy e Humphrey Bogart.

Outro modelo teoricamente masculino e originado no final do séc. XIX é Homburg, ‘big daddy’ ou Gelô, que na verdae vem de Gelot, nome de um fabricante de chapéus francês. Este tipo de chapéu é de feltro, tem a copa bem alta marcada por um sulco profundo no meio e sua base é arrematada por uma fita de tecido de cor escura.

O Panamá é outro clássico deste tipo de acessório. Fabricado artesanalmente no Equador desde 1630, a partir da palha da palmeira Carludovica palmata, ficou conhecido como Panamá quando a foto do então presidente americano Theodore Roosevelt (usando este modelo ao visitar o canal do Panamá em 1906) foi publicada ao redor do mundo. Há classificações diferentes para este tipo de chapéus que variam de acordo com a delicadeza de seu trançado e sua qualidade. Os modelos Montecristi e Jipijapa, confeccionados nas cidades homônimas estão entre os considerados melhores Panamás.
plantationlk1c.jpg froosevelt.jpg Panamá & Roosevelt

A partir da metade do século passado, enquanto os homens adotaram o chapéu como símbolo de respeito e poder. As mulheres foram aos poucos abrindo mão deste acessório.

Com a segunda guerra mundial e o conseqüente advento do terror, muitos ateliês fecham as portas - Era o fim da era do glamour. A necessidade passa a estar na ordem do dia, e assim, as mulheres adaptam suas vestes abrindo mão da delicadeza em pró da praticidade. As proporções femininas se espelham no universo masculino, e neste contexto, o chapéu e o turbante, que foi ‘criado’ nesta época por Paulini Adam, perdem o status de luxo e passam a ser um acessório de proteção e imposição da mulher.

anni1.jpg anos 40

Daí em diante, mesmo com a chegada da nova elegância imposta pelo New Look de Dior, aos poucos o ‘uso de chapéu’ vai caindo em desuso, sendo conservado somente como acessório de praia ou para denotar glamour em grandes eventos, como casamentos pomposos ou prêmios de corrida de cavalos.

Uma lástima… Dramática que sou, adoro um chapéu. Para mim, que os coleciono há muito, este é o tipo de acessório que quando bem aproveitado é capaz de transformar qualquer look insosso numa produção saborosa.
Quando tiver oportunidade, invista num chapéu. Escolha seu modelo ideal e saia por aí usando um ponto de exclamação nas idéias.

.maria.



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