Respiro
Quem neste mundo pode resistir à ordem expressa de Madonna cantando:
‘Everybody, come on Dance and Sing
Everybody, get up and do your thing!’ veja o (clip)

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- Dançar é de longe meu ardil de escape preferido.
Ah sim, escapar, em sua mais pura acepção, pode ser encontrar uma saÃda, livrar-se de alguma coisa, soltar-se, fugir ou, mesmo, sobreviver… Donde se deduz que Escapar é preciso!
A questão é que: Se até as maquinas se utilizam de escape (ou respiro) para funcionar, imagine nossa mente caótica, sempre cheia de pensamentos (literalmente) de sobra, que precisam ser escoados.
No inicio até parecem inocentes…era só uma idéia, uma pequena magoa, um arrependimento qualquer, uma ansiedade mansa, um sonho mirim e muitos medos disfarçados – Mas quando armazenados por muito tempo transformam-se em nitroglicerina de potencial altamente ofensivo.
Sim, é verdade, pensamentos e sentimentos abafados pela falta de escape podem causar curto circuito no comando central afetando o funcionamento de toda a máquina.
‘Let´s get Physical (physical)’ veja o (clip)
Let me hear your body talk - O corpo fala por si, mas seu bom funcionamento depende primordialmente de boa lubrificação, abastecimento e ventilação da mente – Portanto atenção: Deixar a mente escapar é tão saudável quanto estudar, trabalhar, pensar e elaborar (!).
Talvez por isso, ao mesmo tempo (e na mesma medida) em que se desenvolveram as teorias, ciências, tecnologias e filosofias, surgiram as artes, a música, a literatura, o vinho, o kamasutra, o ópio, e mais tarde a moda, o cinema, as novelas etc…

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Mas e a dança? O que a diferencia como ventilação elementar?
- Meu argumento pró shake you body é natural:
Todos nós nascemos com o instinto da dança.
Ora, ninguém precisa ensinar um bebê o que fazer quando a musica toca, é espontâneo - o corpo sabe.
Dançar é um movimento quase involuntário, uma reação muitas vezes tão controlável quanto um espirro.
A música tem o poder de assumir o controle do corpo e de esvaziar a mente – é só você deixar.
E o melhor, não existem regras para dançar, nem certo ou errado. Você pode inventar a moda que quiser, cada um tem seu ‘your thing’ – uma maneira própria de balançar o corpo que só você tem. (Adoro!)
Ok… Depois de crescidos, aqueles lindos bebês dançantes passam a tentar dominar a própria natureza e vão, aos poucos, se deixando censurar.
Uns menos - como eu, que sempre amei dançar e fui incentivada pela ginga free style do meu pai (meu parceiro de dança preferido) e pela musicalidade da minha mãe, que desde muito nova me aplicou em boas sonoridades — Outros mais - como aqueles que vão se contendo até atingem o trágico ponto em que param de dançar – e ninguém merece não dançar nessa vida.
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Enfim, lembra da última peça, em que mencionava o casamento da Bibi? Pois então, na festa, a noiva apanhou o microfone para dizer uma única frase:
- Quero ver to-do mundo dançando!
Foi sua forma de pedir que todos ficassem à vontade para se soltar, escapar, e expressar a alegria da maneira mais natural que existe. (eu me acabei)
Seja lá qual for sua forma de escape, DANCE sempre que tiver oportunidade !
mariaSanZmartins.