Um Porquê
Olha, na verdade não sei bem por que ando neste meu ‘momento-questionamento’, mas se é pra encontrar alguma razão de ser, então, noProvadoR vem agora falar do seu próprio porquê:

Sabe lá (pourquoi), desde cedo aprendi que conhecer a si próprio é, em algum sentido, evoluir. E que auto-conhecimento sempre se transformava em autoconfiança. Aí, com a curiosidade de um macaco, parti em busca desse saber, diria, evolutivo.
Foi assim que conheci a psicanálise, que, em grosseiras palavras, equivale a atribuir hora e valor exato para o exercício da auto-reflexão – ou melhor, é um encontro consigo para dizer o não dito (e, enfim, sabê-lo).
Não pense que é fácil, ou confortável, inventar maneiras para dizer o que é impossível ser dito. Impossível porque quem o sabe (ainda) não é você. É, na verdade, o malfadado inconsciente quem irá dizer. (Faça um teste: pergunte, questione, futuque (seu incosciente) e ele trará as descobertas, um universo delas).
Tanta efervescência tinha que sair por algum lugar (!)
Assim, a vontade de escrever começou a me brotar dos poros e quando fui ver já estava publicando na Internet alguns pensamentos, uns coerentes, outros prá lá de contraditórios..
Mas quando tudo começou, eu queria mesmo era falar do assunto que sempre foi minha paixão e que hoje é também meu ganha-pão - a moda.
Mas meu interesse pela moda nada tinha a ver com tecidos, botões, tendências ou estilistas. Na verdade, desde pequena, o que me atraia na moda era a potencial vontade que eu sentia em desafiar seu potencial autoritário.
Escrevi o primeiro texto sem saber para onde ía e descobri que o escritor mexicano, Octavio Paz, estava mesmo certo ao dizer que quando a gente vai escrever, não sabe ainda o que vai dizer. Escrevemos, portanto, para dizer o não dito, e para, enfim, conhecê-lo. – (de novo, acho que vem tudo do mesmo buraco inconsciente que tem na gente..)
Escrevia pensando nisso e descobria aquilo(!) – (Ficava doida!) Comecei a achar que poderia ir adiante e dar um nome àquilo.
Então, há mais de dois anos atrás, munida de vontade, mas sem qualquer intimidade com a Internet, fui como num susto até o ‘provedor mais próximo’ e me cadastrei. Pronto, dali em diante, aquele canal com o mundo, e com ninguém ao mesmo tempo, existia e dependia de mim para sobreviver.
Foi assim que nasceu este blog que batizei noProvadoR.
Hoje, a serviço de mim mesma, sigo criando e me submetendo à experiência de descobrir e questionar o que afinal há por trás do exercício cotidiano de se vestir, se enfeitar, se perder e se encontrar.

- Ah, sim! Além de tentar entender o que essa expressão inconsciente quer nos dizer, eu também escrevo aqui para me comunicar com VOCê!
Maria Sanz Martins.