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Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.
 

Arquivo de Janeiro, 2009

28 de Janeiro de 2009 - 22:22

confession letter


This is the letter from a guy named Jason, who just doesn’t know how to find Jennifer - a woman he needs to say some incredibly simple things to. The letter was published this month at the Australian Marie Claire, in an issue about confessions and unspoken things.
Since I found it delicious, I decided to give Jason a hand, and publish it here too.

room

“Dear Jennifer,

I know we said we’d never talk again, but because of that, I’ve never been able to tell you that our one-night stand was the best sex of my life. Another thing you should know about that day: it started with my getting fired, which explains why I was at the supermarket in the middle of the morning.
I’m surprised when you didn’t tell me to get lost when I delivered a trite pick-up line about how beautiful your hair was. Instead, you invited me to lunch. You were so confident, so unafraid of the obvious sexual chemistry between us.
A few hours later, we were checking into a hotel under the names of “Tom” and “Katie”, and continuing our introductions while we stripped. What could have felt dirty was playful, instead.
I still think about how, in the midst of it all, I grabbed hold of your feet, pressed them against my face and kissed them. I’d never done anything like this before. Same with kissing behind you knees. The sides of your breasts. I guess I’d always known that’s what I should do, but never actually wanted to. I’m still trying to figure out why I was so different with you, so unselfish. The best I can come up with is that there was no expectation. It was simply about pleasure. And maybe, at least for me, about redemption.
People define themselves by the size of their salaries, and that morning I was feeling worthless. But then I saw you; the type of woman you usually need a bigger salary to impress.
I spent the whole day amazed by you. Amazed that you wanted me too. It made getting fired a good thing. It made sex a great thing. In less than 24 hours, you gave me back my confidence. I just wanted to say thanks.

Jason.”



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17 de Janeiro de 2009 - 6:40

MiMetisMos


Já faz tempo que venho observando uma curiosidade: Pessoas se mimetizam (!).

Sim, pode ser um tanto estranho ouvir esta frase, mas é fato que as pessoas que andam juntas por muito tempo, sejam elas casais, irmãos ou amigos, com o tempo, e incoscientemente, passam a se mimetizar.

Ok, se eu fosse uma pesquisadora, estivesse fazendo um mestrado ou coisa parecida, este certamente seria o tema da minha pesquisa – por que, sinceramente sou louca para entender a explicação para este fenômeno - mas, como não passo de uma curiosa (eventualmente com uma câmera nas mãos), a única coisa que posso dizer é: Repare!

Procure enxergar as semelhanças entre algumas pessoas que caminham juntas pelas ruas. Lentamente você vai começar a perceber o que estou falando. Na verdade, algumas pessoas que convivem comigo sabem desta minha obcessão em reparar Par de Jarros pelas ruas, e algumas delas até já enxergam essas tais semelhanças.. Mas, como para você isso tudo poderá parecer uma grande bobagem, ou loucura, vou postar algumas das fotos que fiz nas viagens para Milão, San Diego, Londres e agora aqui em Sydney.

*Ah, vou postar também algumas definições sobre mimetismo, quem sabe alguém não tem uma boa idéia sobre toda essa história e me conta!

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(bolsa, regata, topete!)

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(bota, regata, bolsa, coque!)

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dsc02523.jpg (…) photo510.jpg

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(Ciência) - **Trechos do artigo sobre mimetismo da revista Superinteressante.

“A mímica é a arte da imitação. Mas, embora seja uma palavra derivada de mímica, o mimetismo é na verdade um curioso mecanismo genético colocado em funcionamento por um processo de seleção natural.

Em outras palavras: É natural - nenhum animal chega a se parecer com outro movido por uma intenção (ainda que essa semelhança Ihe confira vantagem na luta pela sobrevivência).

A natureza está cheia de exemplos de animais miméticos. Existem moscas inofensivas que se parecem com vespas, serpentes não peçonhentas com o colorido das perigosas corais, e borboletas com desenhos de assustadores olhos de coruja sobre as asas”.

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(Para pensar) - **Trechos do artigo “O desejo mimético”, publicado por Roberto Mallet.

“O “desejo mimético” é específico do homem. A imitação tem um papel decisivo no desenvolvimento de todos animais (como o próprio Aristóteles já reconhecia).”
(…)

“O sujeito espera que o outro lhe diga o que deve ser desejado a fim de adquirir esse ser [que lhe falta]”.

“Retornamos a uma idéia antiga, cujas implicações são talvez desconhecidas; o desejo é essencialmente mimético, ele se calca sobre um desejo modelo; ele elege o mesmo objeto que esse modelo.”

“Isto é evidente na criança. Um brinquedo que era apenas um dentre muitos outros torna-se desejável (e logo objeto de disputa) pelo simples fato de outra criança apanhá-lo”. (…) “O desejo adulto não difere em nada dele, salvo que o adulto, em particular em nosso contexto cultural, normalmente tem vergonha de se modelar sobre outro; ele tem medo de revelar sua falta de ser. O adulto declara-se altamente satisfeito consigo mesmo; apresenta-se como modelo para os outros; cada um vai repetindo: “Imitai-me”, a fim de dissimular sua própria imitação.”

“Se o desejo é mimético, o sujeito deseja o mesmo objeto que seu modelo, o que resulta em uma de duas situações: ou o sujeito encontra-se no mesmo mundo que o modelo, ou pertence a outro mundo.”

Toda aprendizagem baseia-se na imitação“. (…) “À medida que esse mecanismo se desenvolve, os dois indivíduos vão se tornando mais e mais semelhantes, mais e mais indiferenciados (…).”

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- E então, alguma idéia?

Maria Sanz Martins.



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5 de Janeiro de 2009 - 19:23

Página Nova


** Esta é a primeira (e talvez seja também a única) vez que publico por aqui uma das minhas crônicas para a Revista.AG - do Jornal A Gazeta de Vitória, ES.
É que, além de ter recebido alguns pedidos para que abrisse essa exceção, fiquei com vontade de mandar essa mensagem para as pessoas queridas que moram pelo mundo e, portanto, não podem ler a revista.

- Então, aí vai!

Página Nova
ou, O dia depois de hoje

Eu quero a página em branco. Quero lápis apontado, e borracha para as faltas de cuidado. Quero a chance novamente. Poder escrever de novo e, ainda, se quiser, fazer tudo diferente.

Quero ultrapassar as linhas que delimitam as letras. Quero caderno pautado não! Quero extrapolar o cabeçalho, esquecer os acentos, violar a gramática e as regras de pontuação. Quero todo espaço que houver na imaculada brancura do amanhã.

Quero não sentir culpa por também escrever errado. Quero dizer o que sinto sem vocabulário sofisticado. Quero nunca acerbar o pensamento, nem perder de vista as formigas que pelo meu texto passeiam. Quero palavras de caramelo, que derretam, ou lambuzem azedos preconceitos.

Quero réveillon. Brindar o novo com rabiscadas palavras que açoitem a pureza da branca página. Quero gritos escritos e letras perfumadas. Quero ser uma carta esperada, que apesar de atrasada, chega a tempo de provocar a virada.

Quero as revoluções da lua, que cresce, míngua, vai, volta, mas é sempre nova. Quero que as frases minhas, quando repetidas, tornem-se suas. Quero escrever de trás pra frente e falar de romA, sempre.

Quero a poesia ordinária dos que amam sem medo e se entregam por vontade. Quero palavras galopantes que me carreguem como cavalos. Frases de pista duplicada, que permitam alta velocidade. E parágrafos sinuosamente curvados, que dêem arrepios, ora quentes, ora gelados.

Quero ainda muitas páginas, dias, meses, capítulos e anos em branco. E, se é mesmo verdade quando dizem que toda vida daria um livro, quero, afinal, tê-la pessoalmente escrito.

Acho mesmo genial a fração do tempo em 365 dias. Essa é a fórmula ideal para a reciclagem da esperança e da motivação. É a virada da página que branqueia tudo. Então, e enfim, quero (pra você e pra mim) um ano novinho em folha! Branco e limpo, que é pra gente escrever, desenhar, colorir ou rabiscá-lo todinho!

Tsc, pro dia depois de hoje, eu quero só tudo isso.

harbourfire

- Feliz página nova!

(*ei, fui mesma quem fiz essa foto borrocada dos fogos (de corações!!) na noite do reveillon, bem debaixo da Harbour Bridge, aqui em Sydney!)

Maria Sanz Martins



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