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Arquivo de Abril, 2009

26 de Abril de 2009 - 11:04

Todo Mundo


todo mundo

Já perdeu a chave de casa
Já comeu um bicho de goiaba
Já falou na hora errada
Já exagerou na pimenta
E já mereceu uma palmada.

Todo mundo já ouviu uma fofoca maldosa.
Já matou aula na escola
Já sentiu apertar o sapato
E já experimentou cigarro.

Todo mundo já passou uma noite em claro
Já precisou de um trocado emprestado
E já esqueceu (de propósito) de dar um recado.

Todo mundo já tomou um banho de gato
Já se arrependeu de ter ligado
Já se fez de coitado
E já rasgou um retrato.

Todo mundo já sofreu por amor.
Já chorou escondido
E já se sentiu perdido.

Todo mundo já ganhou um beijo roubado
Já guardou roupa suja de volta no armário
E, pra se livrar de um chato, já deu o próprio telefone errado.

Todo mundo já sentiu ciúme
Já se encharcou de perfume
Já deixou comida no prato
E já passou pra frente um boato.

Todo mundo já contou mentira
Já sentiu frio na barriga
Já se fez de bobo
E já fugiu de uma briga.

Todo mundo já futucou uma ferida.
Já Pediu colo
Já Sentiu saudade
E já duvidou de uma amizade.

Todo mundo já fez de um copo uma tempestade.
Todo mundo, ao menos de vista, conhece o pecado.
Todo mundo tem, no fundo, um segredo guardado.

Somos todos humanos seres - ora presas indefesas, noutras, predadores implacáveis.
Somos carcaça, pêlo, cheiro, garras e língua afiadas.
Somos, como se sabe, feitos de certezas, paredes, chão e telhado de vidraça.

Somos apaixonados, misteriosos e desconfiados. Ansiosos, curiosos, ciumentos e apressados. Somos pais, filhos, amigos, namorados, amantes, parentes, colegas, patrões e funcionários. Falíveis heróis, ou bondosos algozes, mas, de modo geral, sempre bem intencionados.

Temos um mundo inteiro dentro da gente – sol nascente, lua crescente, arco-íris, catástrofes, incêndios e enchentes.
Somos um mistério profundo - talvez jamais saibamos de onde viemos ou para onde vamos.
Somos, sobretudo, confusos.
Mas, ainda bem, não só eu, nem só você - nós e todo mundo.

Maria Sanz Martins



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14 de Abril de 2009 - 20:33

TiME


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room.

*as fotos são minhas, mas a frase é de Jonh Fowles

maria



comentários (10)  
5 de Abril de 2009 - 18:49

“The Notebook”


Ou, Diário de uma Paixão.

* Não, não sou critica de cinema, nem nada disso. Essa peça é, na verdade, nada além de um elogio.

- Sabe aquele filme que a gente não gosta, nem adora, a gente a-ma?!
- Sabe aquele que vira e mexe a gente assiste de novo, e mesmo sabendo de cor as falas, a gente ainda chora?
- Sabe aquele que a gente não sabe bem explicar porque, nem como, mas tem uma secreta impressão de que ele fala da nossa própria história?
Pois bem, é desse filme que eu queria lhe falar agora…

Me lembro perfeitamente da primeira vez assisti esse filme no cinema. Lembro de sentir cada corda da minha alma sendo tocada - aliás, romanticamente falando, posso dizer que este filme está para mim como Killing Me Softly está para a garota da música de Roberta Flack.
Sintoma psicológico, ou não, sei dizer que é sempre fácil me ver na pele de Allie, a personagem da história.

Além do mais, nesse filme, desde a fotografia, passando pelo figurino, até a música, tudo é poesia.
Muito inclusive as primeiras palavras ditas por Noah, quando ele explica:

“I’m no one special. I’m just a common man, with common thoughts. I’ve lived a common life. There are no monuments dedicated to me, and my name will soon be forgotten. But in one respect I’ve succeeded as gloriously as anyone who ever lived. I loved another with all my heart and soul, and for me, that has always been enough”.

Sim! Claro que este é um filme de amor - dos bons - e raros! Desses deliciosos, que a gente vê no cinema, mastigando caramelos, e apertando a mão de quem estiver do lado. Desses que nos fazem entender o que queriam dizer quando a colocaram a palavra ‘amor’ no vocabulário.

Enfim, ele é um cobertor amarelinho, com cheiro de baunilha, numa tarde de frio. É uma janela ensolarada; um banho quente; um retrato guardado e as páginas envelhecidas de um diário. Ele é um encontro, e um beijo esperado. É carinho para os olhos, e calor para a alma. É, enfim, uma história linda que, como disse no inicio, pode fazer com você, o mesmo que fez comigo: achar que ela, ainda por cima, se parece com a sua vida..

sim… - puura fantasia…
(Mas, secretamente, gosto de pensar como Leminski teria dito: “não fosse isso era menos, não fosse tanto era quase”).

- Mas esse filme é de 2005, então por que isso agora?
É que, antes de vir embora, eu passei na locadora preferida de Vitória, e persuadi a moça a me vender uma cópia.
Portanto, sempre que sinto vontade, eu sinto de novo o perfume doce daquela história.

Enfim, era só isso: Um elogio que eu demorei pra colocar pra fora.

ps – ah, e tem uma outra coisa que eu adoro! Esse filme ganhou o MTV Movie Awards de melhor beijo daquele ano – (please, assista a entrega do prêmio!). E os protagonistas, Rachel McAdams e Ryan Gosling, acabaram se apaixonando e vivendo um romance de verdade!

Maria, com saudades.



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