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Arquivo de Setembro, 2009

23 de Setembro de 2009 - 0:02

Dust in the wind


(ou, Wild, Wild, Australia)

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Hoje eu acordei pra ficar abismada.

Abri a porta do quarto e vi minha casa inteira alaranjada… Olhei pela varanda e vi um céu muito extravagante (vermelho e brilhante). Eu nunca tinha visto, ou sequer imaginado, nada parecido… Aí, metade assustada, e a outra maravilhada, tirei fotos, abri as janelas, e liguei o skype para falar com o Brasil e mostrar a cena para o pessoal lá de casa.

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Na verdade, fiquei achando que o céu estava coberto por uma neblina intensa e que o sol (que estava nascendo naquela hora) era o responsável pelo tom avermelhado. Tsc, mas eu estava redondamente enganada…

E mesmo com a tevê e o rádio explicando o fenômeno, eu só acreditei quando vi com meus próprios olhos a varanda inteira, a rua, os carros, (e a minha mesa!) cobertos de pó.

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a mesa da varanda depois da tempestade..

- Sim, era uma tempestade de poeira vermelha! - vinda de muito, muito longe (lááá do outback australiano).

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De acordo com o site da ABC News, os ventos que trouxeram a terra vermelha atingiram velocidades acima de 100 km/h; e, ainda segundo o site, novos ventos e mais poeira deverão chegar por aqui.
*Além da baixa visibilidade, que implicou no fechamento de parte do sistema de transporte público, o acúmulo de poeira no ar pode prejudicar pessoas com asma e problemas cardíacos ou pulmonares.

- É… Hoje é dia de ficar em casa.

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As I said, wild, wild Australia..



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11 de Setembro de 2009 - 21:08

NEW treasures


(- This week’s “first time”, “new” and “surprises”)

……

#1 - good surprise
“Love me if you dare”

I was talking about my favorite flick movie of all times (The notebook, as said here before) when a new student at my classroom dared me to watch this french movie “Love me if you dare” – as in, “I’m sure you gonna like it best”. Of course I didn’t. But to my great surprise, the movie is adorable… Definitely, a MUST see!

Yeah, “Love Me If You Dare” presents a cynical and deep perspective on relationships, and, honestly, It really made me think about how cruel the usual “let’s be apart” punishment can be..

……

#2 - first time
Hunter Valley - Kangaroos!

Went to Hunter Valley to taste some wine and end up seeing kangaroos (!)
Yes, naturally hanging on the yard (!), there they were, lying under my hotel window… Real (hopping) beautiful kangaroos!!! – sorry about the excitement… as said, although I’ve been in Australia for a while, it was my first time..

……

#3 - better surprise
West Head Beach

hum… it was the best…
I wasn’t supposed to know where we were going. So we drove through the city, entered a national park, and drove a little more. Then, we walked down for about half an hour on a forest path and (tcharam!) there it was… a secret wonderful, tiny, cristal blue beach.
- Loved it!!! (thank you xu!)

……

#4 - NEW
Maxwell

And, finally, after sever years of silence, Maxwell’s new album (“Black Summer Nights”).
- I simply adore this musician…
Back in 2002, my friend Dorinha introduced me to this special kind of music, which is not jazz, not rnb, not hip-hop, not soul… its just Maxwell.
If you don’t know him yet, please let me present you one of his classics, SumethinSumethin ; and then the new album’s cover and first song ‘Bad Habit’.

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- Enjoy!
Love, maria.



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1 de Setembro de 2009 - 12:01

Danuza Fera!


- Dias atrás, ganhei de presente da minha amigona o novo livro de Danuza Leão - “Fazendo as Malas”. A leitura é bem leve por que Danuza está de férias, passeando pela Europa enquanto descreve curiosidades e cores entre frivolidades, perfumes e sabores.
Pessoalmente, prefiro Danuza mais densa, esparramando quase todas as verdades como fez na autobiografia “Quase Tudo”.
Portanto, quero dizer, por ter sentido falta de mais ‘Verdades de Danuza’, achei oportuno relembrar esse texto, que há tempos rolou pelos e-mails, e que deixa claro quanto de Leão há nela.

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:: Quantas Mentiras contaram ::

POR DANUZA LEÃO

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras:

É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.

É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme, e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos emuitos anos.

- Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo.
No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade.
Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour..

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver. Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade. Impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso.

Danuza Leão



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