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Arquivo de Março, 2010

29 de Março de 2010 - 2:04

Eu&ele


Foi assim: dia 19 de março, eu acordei empolgada (feito uma menina de 30 anos); coloquei meu novo vestido antigo (um florido que meu namorado me deu de presente na feira de Bondi, meses atrás); apanhei meu novo carro velho (um branquinho usado, que comprei de um senhor que me disse que só venderia (por aquele preço ba-rato) para alguém que fosse tomar bastante conta dele (eu, no caso!) - por que o carro, uma relíquia de 83, era do seu pai, saudoso e muito amado); aí, atravessei a Harbor Bridge e fui para faculdade (não sei se já disse isso, mas quem diria! Estou cursando fotografia!).

Normalmente, vou para a faculdade de barco, mas naquele dia especialmente, me achei no direito de atravessar a ponte dirigindo meu possante com o volume do rádio no máximo.

Pois bem, no curso, a gente estava executando um projeto com pinhole cameras (o que, por sinal, é irado ). E aí, quando eu cheguei lá feliz, toda fantasiada (de dia de aniversario), com aquele meu carro engraçado e coisa e tal, pronto!
- Começou a rolar um shooting acidental .

Eu, que como produtora, estou acostumada a ficar do lado de cá da parafernália (quase nunca de lado de lá da câmera), primeiro achei desconfortável (15 pessoas te olhando e apontando com câmeras de lentes mega-monster através de uma caixa, sob refletores e um super ventilador ligado, não é fácil), mas depois fui me soltando… achando aquilo interessante - e, mais tarde, pirei com o resultado!

Então tá aí!
- Eu e ele (o novo-velho carro)! na manhã do dia do meu aniversario.

*As fotos que escolhi são dos meus colegas de sala Lewis Onley, Jamie Regan e Farida Mathers. (Thank u guys!)

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carro2borda.jpg

carro4_borda.jpg

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carro6borda.jpg

Maria Sanz Martins



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21 de Março de 2010 - 20:19

Peixe de


30

peixe.jpg

De repente

Maré subiu
Vento aumentou
Balançou o barco
Ele quase virou

Mergulhei de ponta
Cheguei no fundo
vi tudo claro

Um Dourado
outro Marlin azul
Mas debaixo d’água
sob noite de lua

eram todos prateados

Homem lambari
Mulher arraia
Menino caramuru
Menina,
peixe palhaço

Lindo
perigoso
salgado
na vista,
mais ainda
no caldo

Bate a perna,
estica o braço
Vaza rápido
Fura a espuma

(ufa)
céu e horizonte

Olho pro lado
O barco me espera
balança
sozinho,
fazendo onda

Foi bom respirar,
e respirar de novo
Fôlego

pra voltar pro o fundo do mar

E depois, sair de novo.

Maria Sanz Martins



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16 de Março de 2010 - 23:11

SaLTo aLTo


saltoalto.jpg

Dia desses, conversando com uma amiga, ouvi aquela frase antiga: “Tsc, ah, prefiro ficar sozinha que ter um namorado que não seja assim, assim, assim, assado”.

Sim, amiga, então esteja mesmo preparada para a primeira alternativa.
Esse homem ideal, ou o príncipe encantado com tu-do que você queria, é pura fantasia. Poxa, não adianta ficar pensando só no que o outro pode fazer pela sua felicidade – (eu + eu + eu é equação da primeira infância; relacionamento + reciprocidade é a matemática na maturidade).

Nossas avós certamente desejaram (mas com certeza não esperavam) que seus maridos fossem cem por cento compreensivos; dedicados, atenciosos, delicados, divertidos, sensuais e o mais bonito, entre todos do baile. Elas já sabiam, porque foram preparadas para a fatídica realidade: casamento, ou relacionamento, envolve problemas de saúde, envelhecimento, tédio, manias, crises, problemas financeiros, problemas com as crianças, com a sogra e por aí afora. Mas essa nossa geração não quer, ou não se dispõe, a aceitar nada menos que perfeição.

Mulheres jovens, independentes, bem nascidas e bem criadas, que moram sozinhas, viajam o mundo, trabalham, fazem academia, massagem, ioga, terapia, são cheias de amigas, estudam francês (ufa) - e, de quebra, ainda arrebentam na cozinha, têm a secreta certeza de que estão por cima da carne seca; que são a última empada da padaria; ou a rainha da cocada preta – e não se dão conta de que esta postura de “Mulher Maravilha’ é uma bela de uma fria.

De que adianta seguir procurando um “Super Homem” que se encaixe em seus planos, se na vida real isso equivale literalmente a estar sonhando. Essa história de se achar ultra-especial, mega-espetacular é embarcar numa ego-trip para beeem longe da possibilidade de uma felicidade romântica.

Eu sei, nossa geração já nasceu com o verniz do feminismo, com o desejo de ser independente e com a auto-estima super fortalecida, mas quanto mais a gente se coloca “acima”, mais nos tornamos críticas, exigentes e chatinhas.

Como juízas olímpicas, somos mestres em deduzir pontos. Não sabe quem foi Jackson Pollack?! (menos um ponto); gosta de pagode?! (menos dois pontos); mistura uísque com Guaraná?! (menos quatro pontos).

- Insuportáveis! (É isso que somos).

Ah, por que ao invés de subtrair não somamos pontos? Um para cada vez que ele nos fizer sorrir, três para cada gentileza e cinco para cada elogio a nossa inebriante beleza?
É fato: o excesso de exigência deixa tudo embaçado. Ora, enquanto estamos checando atentamente os itens da lista, perdemos de vista o brilho veloz da rara purpurina do encanto. - Ou até mesmo a possibilidade de perceber um Clark Kent bem na nossa frente! Como se sabe, amiga, até o “Super Homem” anda disfarçado.

Paixão, amor de verdade, namoro, casamento, família, final feliz… – nada disso dá em galho, ao contrário, requer paciência, doação e cuidado.
Geralmente é preciso descer do salto alto, abaixar a guarda, abrir o espírito e o sorriso.
(Tsc, aí o resto é com o destino).

Maria Sanz Martins



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