Bem vindo ao noProvadoR.com

Este blog foi criado para tirar dos cabides pensamentos que devem ser experimentados. Não tenha receio de entrar neste ProvadoR que se propõe a ser amplo e livre de preconceitos. Entre. Prove. E fique à vontade para Levar o que quiser.
 

Arquivo de Abril, 2010

25 de Abril de 2010 - 23:36

corpo falado


ou, Do movimento.

img_1911.gif
img_1913.gif
img_1914.gif
img_1920.gif
img_1921.gif
img_1918.gif
img_1923.gif
img_1922.gif
img_1927.gif

Fiz estas imagens durante o último espetáculo de dança que assisti - o “Corpo Deserto”, da Companhia de Dança Mítzi Marzzuti.

Na verdade, naquele dia fui ao teatro prestigiar Flávia, minha-amiga-bailarina , que fazia parte do corpo de dança. - E fiquei, claro, como sempre fico quando vou assisti-la dançando - encantada (babando).

- Como pode o corpo, sem abrir a boca, dizer um milhão de palavras ?

Tsc, sei que eu só agora, aos 30 anos, comecei a entender na pele (suada) o fenômeno da língua da dança. Língua que discorre dos pés à cintura e, com a ponta dos dedos, pontua. E na medida que a energia circula, a cada intervalo, (como um observador pasmo) vou envergando cada vez mais a cabeça para o lado.

Agora entendo… - {desde que entrei para um grupo de dança (africana) comecei a sentir a revolução do movimento}.

Eu, que sempre fui aversa à coreografias, enfim, compreendi que é possível criar meu próprio sentido dentro de um passo coletivo.

- Meu reflexo se mexendo no espelho parece comigo.
É como se reconhecesse o que nunca vi.

(Acontece, semanalmente).

* Já aquele reflexo preso na fotografia - aquelas alí de cima, dos corpos bailarinos, que mais parece uma poesia muda ou um aquarelado desenho, é, na verdade, linguagem tridimensional aprisionada por um milésimo de segundo, de um único momento.

O corpo deserto é língua dançada
palavra espalhada silenciosamente
Inspiração
transpirada

- ViVA os que espalham, aprendem, ensinam ou veneram
O movimento.

Maria



comentários (2)  
19 de Abril de 2010 - 6:38

Agora Mesmo


- Você tá dormindo?
- Não, tô acordado.
- Acho que eu tô com medo do escuro.
- Você tem medo de escuro? Tsc, me abraça, fecha os olhos.
- Mas é desse escuro que eu tô falando. Desse que mora dentro de mim.
- Então vem cá, deita no meu peito, fala pra mim desse medo.

3.jpg

(Tô com saudade de agora mesmo.

Não queria que esse nosso agora fosse embora. Mas, daqui um segundo o presente vai envelhecer. Vai morar no reino do passado, onde todos os seixos já foram rolados.
E esse escuro, o desse quarto e o dos meus olhos cerrados, que deixa o barulho do tempo destilado insuportável!
Pior, inevitável.
É isso, droga! Não há cura contra o tempo. Nada no mundo pode prender o agora.

Existe é claro, o trunfo da memória. Obstinada e heróica, vai fazer de tudo para aprisionar o gosto do beijo e o brilho do relâmpago que explodiu quando te vi naquela hora. Vai lutar com todas as forças para se agarrar ao cheiro da pele e à pele do peito. Vai socorrer as cores das paredes e as estampas do edredon e travesseiro. Vai tentar sustentar, ilesos, perfume, cenário e cada beijo.

Também minha gorda imaginação será coadjuvante. Ela não usa relógio, não penteia os cabelos e, quando quer, expulsa gritando a realidade do trono. Vai reescrever essa história mil e uma vezes. Vai transformar as cores, os sons e as luzes. Vai inventar sinais de fumaça, fundos musicais e rever com impaciência todas as cenas fora da seqüência.

Ainda aqui, enquanto ausculto os segundos marcados em seu peito, me sinto de partida. Mas sei que, logo mais, depois da despedida, ainda sem jeito, um tanto rouca, (quase louca), me sentirei, enfim, partida ao meio.

De antemão, metade de mim experimenta uma rasa colher de desespero.

De repente me permito o delírio de acorrentar as águas do rio (para fazer rolarem de novo os seixos); engaiolar o vendaval (para manter despenteados os cabelos); e recolher do chão cada grão de purpurina (por que é esse o brilho que eu quero da vida).

De repente considero dizer eu te amo; tocar fogo nesse quarto; acender a luz; escrever um livro; tirar um retrato. Mas é tarde. Então me perco, te aperto e sinto medo - ou uma imensa saudade de agora mesmo).

- Não é nada. Bobagem. Só me abraça.

Ingênua personagem.
Ainda não sabe separar o amor do medo.
Não sabe que despir um sentimento pode ser mais difícil que ficar nua em pêlo.
Não sabe que palavras quando não bastam, atrapalham.
E não sabendo, enfim, o que fazer com o fôlego do sentimento, não encontrou melhor desfecho: fechou os olhos e disse boa noite num beijo.

*Na manhã seguinte, no saguão do aeroporto, entregou-lhe um bilhete, que estava entre uma confissão e um segredo, e começava com a estranha frase “ai, que saudade de agora mesmo”.

Maria Sanz Martins



comentários (9)  
11 de Abril de 2010 - 18:39

Love Song (dedication)


A Rádio noProvadoR, orgulhosamente, apresenta:

Semana *Love Songs Dedication*

2qcmhra.gif

#1
(- Por que eu hoje acordei muuito romântica,
Xu, essas 3 são pra vc!)

#2
De Bárbara,
Para o meu príncipe (do amor)”!!!

#3
De Flávia,
‘Oceans’
“Vai pro Léo, que num silêncio forte segura (ou surfa) as minhas ondas (que nem sempre quebram para a direita..)”.

#4
De Cristina Groberio,
Por que estou sempre pensando nele, agora e cada vez mais!!”

#5
De Elizabetta Albernaz,
J’y suis jamais elle - Yann Tiersen
Mesmo não dizendo nada, essa música significa tudo!”

#6
De Betânia,

“Para o homem da minha vida (que se tornará meu futuro esposo em julho).
Valeu a pena superar a distância, contar a grana e aguentar a onda………”
.

**Please, deixe também a sua `love song dedication` -
(pra quem vc ama, claro).
- escreve no comentario ou me manda no e-mail!

tchau, um beijo!



comentários (8)