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Arquivo de Janeiro, 2011

20 de Janeiro de 2011 - 20:22

This is for the lovers only



MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

loversonly1.jpg
Fiz este playlist só com músicas do Maxwell… meu tema de amor (e saudade) preferido.

Mas isso só vai fazer sentido para os amantes dessa vida.

- Enjoy!

* (A faixa “For lovers only” é uma das mais bonitas).



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7 de Janeiro de 2011 - 8:20

DoMAdOR


domador.jpg

A potência desta palavra pode nos levar ao engano de achar que é ele quem manda de fato. Mas, como se sabe, é claro, não existe domador para o que não é arriscado.

Aplausos aos que domam leão!
Habilidade neste oficio é mais importante que determinação. Por isso, quando vamos ao circo assistimos emudecidos ao homem que entra na jaula do temível rei da selva e, estalando o chicote que traz na mão, faz o bicho saltar por entre arcos em chamas e rosnar bem forte para causar impressão.

Talvez a força da natureza fosse a única capaz de lhe impor obediência. Mas, quando na condição de atração de circo, toda sua majestade é dada em troca de carne fresca e suculenta, oferecida pouco a pouco, em estratégicas porções.

Habilidade de domador é se aproveitar desta carnívora motivação - é com a fome sendo alimentada que a fera se deixa ser domada - (aliás, sobre esta animalesca condição quase nada é preciso dizer - tsc, todo mundo sabe o que a fome de um leão é capaz de fazer).

Portanto, se até o rei da selva tem seu ponto fraco, o que esperar do bicho-homem, que só se difere dos demais porque bebe sem sede, come sem fome, acredita no amor e se entrega de bandeja ao próprio domador.

É que viver uma paixão também requer mais habilidade que determinação. È tarefa perigosa, risco que se corre por vontade. É troca de forças, exercício de sobrevivência (e de vaidade). É dependência espontânea, fome violenta, círculo de fogo – é a faísca da chicotada.

Um deseja, o outro precisa. (Como dito, é pela fome o leão salta - e sem leão o domador é nada). Para matar a vontade, um entrega as armas e se deixa vencer. E por pura satisfação, o outro faz o que pode. Grita valente e estala no chão o chicote estridente.

Em ambos os picadeiros, digo, tanto no do circo, quanto no da paixão, há sempre muito risco (apesar da diversão). Então, acredito (sinceramente) que amar loucamente é uma insensatez comparável à profissão daqueles que domam leão.

É preciso esquecer a prudência (velha amante do medo e da hesitação), reunir toda coragem, e exercitar com afinco a própria habilidade.

Arrisque-se! Apaixone-se sempre que puder.
*Mas não se esqueça de que, como no famoso número do leão, não significa nada ter o chicote na mão. Por que, todo mundo sabe: o domador tira onda de valentão, mas a qualquer momento, se der a louca na fera, ele pode ser devorado inteiro, sob olhares impotentes - bem no meio do picadeiro.

Maria Sanz Martins



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