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Arquivo de Maio, 2011

24 de Maio de 2011 - 13:01

Pra você ler quando crescer


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Nas palavras douradas de Drummond: mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando o vento sopra (…).

Mãe é fenômeno.
Digo por que sei: no exato instante em que te toquei, meu casulo se desfez.
Derreteu com impotência de cera, diante do novo sol que seu rosto fez nascer. Ah, pequenina fonte de chorinho que varreu meu peito, atravessou minha carcaça e me arrancou de dentro um suspiro de alívio e o pranto mais incontido. Finalmente, era você. Meu filho.

Minha casa tem agora seu cheiro e tudo mais funciona do seu jeito. Já não são minhas as noites, os pensamentos, nem meus seios. O ponteiro do relógio corre no ritmo da sua fome, o dia passa no tom da sua graça, e eu já não sei o que é espelho.

Mas tudo isso é provisório… Infelizmente, seus poucos dias se tornarão semanas, depois meses e, em seguida, anos. Logo meu cheiro de leite vai se esvanecer, suas minúsculas mãozinhas irão crescer, você vai trocar meu colo pelo chão e minhas cantigas pela televisão. Você vai aprender a falar e vai dizer que também me ama. Mas depois vai descobrir o seu poder de barganha, e vai então bater o pé no chão e fazer manha. Nós seremos melhores amigos, apaixonados até o infinito. Mas, quando passar a infância e a hora da aborrescência chegar, você vai se fechar no quarto, ouvir som bem alto e me achar uma chata de galocha. Então, virão também os castigos, as broncas, os melhores amigos e a primeira vez que você terá o coração partido…
Em silêncio, eu vou morrer de ciúmes, vou passar raiva e vou, para sempre, sentir saudades dessa época em que você usava fraldas.

Mas, apesar de todas as mudanças, eu te prometo meu filho: para o resto dessa vida meu colo vai ser seu abrigo.

Aliás, desta e de todas as outras vidas.
Tsc, é que o amor é mesmo mítico… Veja bem, você nem bem chegou e sua presença já me imortalizou - (ainda nas palavras de Carlos Drummond de Andrade, mãe é eternidade). – Além disso, para uma fêmea, gerar um homem é tão poderoso quanto divino… Sem querer, você fez eu me sentir uma deusa, meu menino.

Engraçado, por falar em deusa, me lembrei de Vênus, mãe de Cupido… Porque eu tenho para mim, que foi você quem fez uma reviravolta na minha vida - só para chegar ao mundo do jeitinho que tinha que ser. Secretamente, eu acredito que foi você quem me fez mudar de rumo e de país para reencontrar por acaso um amor antigo. Aliás, eu acho (escondido) que seu pai foi mesmo especialmente escolhido… (Como se esse amor bonito fosse um pré-requisito pra você).

Finalmente, meu filho, quando você puder ler isto, já vai ser um menino crescido, e eu, boba, como todas as mães, certamente vou continuar te vendo assim, pequenino como um grão de milho.

Maria Sanz Martins



comentários (15)  
4 de Maio de 2011 - 12:02

Babies


*Este é um documentário adorável, beijável, abraçável, apertável… Lindo!

Do diretor francês Thomas Balmès, conta, com imagens incríveis (a fotografia é uma delícia), o desenvolvimento - do nascimento até o primeiro ano - de 3 bebês: Ponjao, na Namibia; Hattie, em São Francisco; Mari, em Tokyo e Bayar, na Mongolia.
Na boa, é Imperdível!!

- Assista aqui o trailer (mas não deixe de ver o filme).

maria, com carinho



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