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Arquivo de Dezembro, 2011

20 de Dezembro de 2011 - 18:07

a L e g R i a !


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comentários (5)  
12 de Dezembro de 2011 - 22:19

Sua parte nisso


A escrita é um convite. Primeiro porque toda palavra deseja ser lida, depois porque sua ambição é ganhar vida.

O corpo da linguagem sempre me fascinou.
Fui daquelas meninas interagidas que, mesmo sem saber ler ainda, queria entender tudo o que estava escrito – dos letreiros, às capas dos livros. E perguntava à esmo:
– Papai, o que tá escrito ali?
– Hotel, filha.
– O que é isso?

Depois, quando aprendi a juntar as letras e os fonemas, piorou um pouquinho:
– Mãe, mas então o quer dizer mo-tel?

Logo descobri que pequenas mudanças na ordem das letras eram capazes de transformar o sentido das palavras; e a ordem das palavras, por sua vez, alterava o produto da história inteira.

Se em português isso já me deixava encafifada, imagina em outra língua! Do meio para o final da infância, entender o que diziam as letras gringas das minhas músicas preferidas era, praticamente, um objetivo de vida. Louca de curiosidade eu perguntava pra todo lado e caçava até encontrar no dicionário algum sentido para aquilo. Aliás, posso dizer que as músicas estrangeiras foram professoras preciosíssimas.

Me lembro especialmente das descobertas que fiz através das letras “blaster-poéticas” da banda Roxette – “lay a whisper on my pillow”… (Pillow!?) Dessa eu não vou esquecer nunquinha: “deixe um segredo no meu travesseiro…”

– Que lindo!

Via linguagem como uma fronteira, um muro que depois de transposto se transformava numa ponte infinita. Secretamente, minha fantasia era transitar por todas as cercanias e avançar pelos continentes na carruagem da língua.
Estudei espanhol e francês. Aprendi italliano e inglês. E descobri, enfim, que a mais complexa de todas, era a minha.

Não estou falando exatamente do português que, como se sabe, é a mais bonita. Estou falando da língua que não devoro, nem domino – mas semeio e ofereço. Estou falando da minha escolha, da minha escrita. Da única língua que me possibilita o prazer de te imaginar caminhando por sobre pontes levadiças – mesmo sem nunca termos nos visto na vida.

Exatamente como as dos outros autores fazem comigo, as palavras que escolhi para estarem aqui, cravadas neste papel, quando lambidas por suas retinas, nos transformam (em alguma medida): eu guia, você turista, no continente inventado por mim e denominado por meus pais – que na certidão, escolheram escrever Maria.

Bem, tudo isso era para falar da raiz da minha alegria… Porque hoje tenho uma boa notícia: é que esse nosso encontro de domingo, costurado por palavras, fio a fio, finalmente, se transformou num livro.

Quem diria! Nem nos meu rompantes mais otimistas eu suporia que em algum momento da minha história de erros, acertos e tentativas, eu publicaria uma obra (!).

E se, como dizem, um livro nos imortaliza, então, a partir de amanhã, poderei dizer que me sinto um pouco mais viva.

E você tem culpa nisso.
(Ou acha que Roxette existiria sem suas fiéis ouvintes?)

– Obrigada. Obrigadíssima.

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Maria



comentários (5)  
6 de Dezembro de 2011 - 15:39

Muito, muito O B R i G A D A ! ! !


– Obrigada pela presença e pelo carinho!!
O lançamento ontem foi um sucesso muito além do sonhado…
(Vcs foram incríveis!)

** Ah, foi recorde de vendas em noite de lançamento na Saraiva! Mais, mais de 180 exemplares vendidos! (*chic!!)

Obrigada à todos… Equipe da Saraiva MegaStore; equipe do Soeta; equipe da Stampa; à Carminha Dezan (que decorou lindamente o ambiente); Chirlei Wandekoken; Ana Brasil; Freddy (que cantou divinamenre); meus avós; meus pais; meus amigos, leitores!!!

Obrigada, meu amor, pela dedicação e pelas liiindas flores!
Obrigada pelas flores!!!! Pig e Maria Helena, tia Regina, Jeanete, Aldemar e Maristela…
Obrigada pelos abraços e, sobretudo, pela paciência na fila (sim, tinha uma fila que não acabava nunca - aliás só acabou pra lá de 11 da noite!)

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Estou muito feliz e agradecida.
– Espero que gostem do livro!

Um beijo e ótima semana!!!
Maria



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