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Arquivo de Março, 2012

29 de Março de 2012 - 10:12

indulge







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27 de Março de 2012 - 12:10

Nada, pra ficar mais bonita


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Muito se comenta sobre os benefícios da caminhada e da corrida. Fala-se também sobre as vantagens da beterraba, da couve e da cenoura. Também, na encolha, há quem recomende com veemência o botox, o óleo de coco, o chá verde, a máscara de veneno de abelha, e a linhaça, entre outras sementes… Ok. Certamente um pouco de cada coisa, no fim das contas, faça efeito. Mas, (eu me pergunto) porque não espalham aos ventos, não picham nos muros, nem estampam nas capas das revistas o mais valioso dos conselhos?

– Minha gente, para ficar bonita nada é mais eficiente que o cultivo da boa e velha alegria.

Aquela, que não custa NADA. Aquela que é a maior produtora e mantenedora do viço da pele, dos cabelos e da alma…
Porque os comerciais até prometem rejuvenescimento, dentes mais brancos, pele sedosa e cabelos deslumbrantes, mas ainda não inventaram cosmética capaz de fazer o cristalino do olho brilhar. Isso, só a alegria garante.

Aliás, para dar a esta crônica um certo ar “científico”, vou repassar uma lição que aprendi estudando moda na Itália, em Milão: é que tudo no mercado feminino, da moda à cosmética, é fruto de uma forma de celebração. Ora, a feminilidade só ‘acontece’ em tempos prósperos e, sobretudo, alegres. Portanto, não existe moda, nem massagem, nem creminho em tempos de luto ou de guerra. (Entendi errado, ou inclusive as formas de beleza compradas também são fruto da felicidade?).

Pois bem, com base neste ditame acadêmico e em meus próprios pensamentos de meia-tigela, eu, que sou uma festeira confessa, proponho a seguinte tese: celebrar a vida (especialmente, com os amigos) embeleza.

– É, festa de aniversário pra mim é tônico.

Comemoro mesmo! Com razão ainda… Desde a saudação que celebra o começo de um novo dia, passando pelos abraços que celebram um reencontro, até o brinde que saúda, cada uma destas mini-festas diárias são atitudes vitaminadas que, por fora, enfeitam, por dentro, massageiam o espírito.

Festejar um novo aniversário, ou uma velha amizade, promove o alongamento da alma, fortalece o coração, reacende o brilho dos olhos, da pele, da aura. (Tenho certeza: funciona muito melhor que aquele creminho melequento, de cheiro duvidoso, que a gente passa na hora de dormir, no rosto.

Este ano, comemorei a toda potência meu aniversário. Rejuvenesci, no caso.

E ganhei muitos presentes bacanas: sapatos, colares, cremes, uma echarpe… Mas, de todos, o que me arrepiou inteira e fez meus olhos aguarem de alegria foi uma caixa enorme que estava… Vazia.

Colada na tampa, pelo lado de baixo havia um livreto com o seguinte título: “Nada de presente”, que contava uma história ilustrada à perfeição:

“Era um dia especial. E mooch (o gato), queria dar a seu melhor amigo, Earl (o cão), um presente. Mas o que dar a ele?. Earl tem um prato de comida. Ele tem uma cama. Ele tem um brinquedo para morder. Ele tem TUDO.
Mooch pensou e pensou. O que dar a alguém que já tem tudo? NADA!

Ele daria a Earl nada de presente. Mas nesse mundo cheio de tanta coisa, onde ele acharia nada?
Mooch sempre escuta Frank (seu dono) dizer que nada passa na TV. Mas até onde Mooch sabe, há sempre alguma coisa passando na TV.
Mooch sempre escuta Beto e seus amigos dizendo que não dá para fazer nada. Mas Mooch sempre os vê fazendo alguma coisa.
Mila (mulher do seu dono) chega em casa e diz: nada no shopping. Então mooch foi ao shopping. Mooch procurou por todos os lados, por todas as partes. Ele viu muitas e muitas coisas. O último disso, o mais novo daquilo… Mas não encontrou nada para Earl.

Então Mooch voltou para casa e se sentou em sua almofada. E ficou lá quieto como os gatos sempre fazem. E sem procurar, ele achou Nada.

Então ele pegou uma caixa e pôs nada dentro dela. Mooch pensou: Humm, talvez Earl mereça mais do que isso.
Então ele pegou uma caixa ainda maior para caber ainda mais nada.

– Pra mim?, perguntou Earl. Mooch, você não precisa me dar nada.

– (Quem contou a ele?, pensou Mooch).
Earl abriu o presente de Mooch. (?).

– Não tem nada aqui, falou Earl.

– Tem sim – respondeu Mooch – Nada… Além de mim e você.

Então Mooch e Earl ficaram ali, quietos. Curtindo fazer nada… E tudo.”

É exatamente isso, querido amigo, que sua amizade me provoca:
Isso a que chamam de nada, mas que é tudo.

– Quer melhor? Aos 32, radiante, como uma menininha.

Amigos, obrigadíssima!

*O livro “Nada de presente” é de autoria de Patrick McDonnell.

Maria Sanz Martins



comentários (9)  
27 de Março de 2012 - 0:07

CafÉ Literário SESC ES


Foi com enorme prazer que aceitei participar do “CafÉ Literário” – projeto do SESC que promove o diálogo e a troca de experiências entre o público e aqueles que produzem literatura e, ou, fomentem as áreas do pensamento.

*Vai ser no dia 10 de Abril, às 19h, no Centro Cultural Majestic (fica na Cidade Alta, no Centro da Cidade).

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Então, queria te chamar…

Este é o convite oficial para um encontro.

até lá!

Maria



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