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Arquivo de Novembro, 2012

23 de Novembro de 2012 - 17:57

Noventa por cento é inventado. Dez por cento é só mentira.




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20 de Novembro de 2012 - 9:14

are u a bad fish too?




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19 de Novembro de 2012 - 10:10

Esse cara é ele


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Quem pode resistir às palavras do rei, agora, em horário nobre?

Poucos… Afinal, não é de hoje que a gente sucumbe ao romântico que se assume.

Roberto Carlos… Para além de gênio, eu acho que dá pra dizer que ele é um sujeito quase malvado… Ah, pelo menos para mim, ele é sim! Porque desde os tempos de criança, ele não falha em fazer meu peito doer. É, pode me chamar de cafona (não ligo, minha mãe sempre me chama), mas as música do rei exercem uma espécie de fascínio sobre mim. Não sei se é sua verdade, sua força, sua poesia simplista, seus defeitos, seu carisma, suas letras ou suas melodias. Sei que sempre que o rei fala em meus ouvidos, ele abre uma ferida.

Tudo começou quando eu ainda era menina e ouvi pela vez “Como é grande o meu amor por você”. Fiquei chocada. Como aquele cara sabia exatamente o tamanho do amor que eu sentia? Achei que era uma boa ideia transcrever a letra numa carta e dar de presente ao meu pai. Pronto! Desde então, não posso nem ouvir a melodia dessa música que já começa a rolar meu pranto…
Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo mar e o infinito não é maior que o meu amor nem mais bonito. E não há nada pra comparar, para poder te explicar. Como é grande o meu amor por você”
Era e até hoje é demais pra mim.

Depois, aconteceu que num almoço de domingo, na casa da minha avó, eu ouvi minha tia dizendo que entrou na igreja ao som de “Outra vez” e cantou, assim, displicentemente, um trechinho…

“Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci… Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter…”

– olha, eu ainda devia ter uns 12 anos de idade – portanto, nunca tinha “vivido um caso”, nem sabia o que era “aquela saudade”, mas mesmo assim, eu chorei baldes. Fiquei tão mexida pela letra daquela canção, que acho que de algum modo inconsciente desejei aquele sentimento para mim… (Achei bonito transformar em poesia a dor). Tsc, sei não, mas acho que a combinação daquelas palavras antigas, de algum modo misterioso, interferiram no curso da minha própria vida.

Ah, e eu ainda nem falei de “Detalhes”… Lá pelos 15 anos de idade, eu comecei a namorar um garoto. E como em quase todo casal adolescente, a gente brigava, fazia as pazes; terminava, depois voltava… E numa dessas ídas e vindas, eu descobri aquela letra linda-maldita e metida a profética, que dizia:

“Não adianta nem tentar me esquecer, durante muito tempo em sua vida, eu vou viver. Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer”…

Não, o namorado da época não era cabeludo, não tinha uma calça desbotada, carro barulhento, nem nada assim… Mas, pelamôdi-Deus, ai, como eu sofri! E apagava luz do quarto, ligava o walkman e chorava, chorava até ficar com a cara inchada. Depois, exatamente como mandava a letra, antes de dormir, eu procurava o retrato do infeliz… Ai, Roberto, seu malvado… (É malvado sim, porque ele praticamente rogou aos amantes uma praga: “Não adianta nem tentar me esquecer (…) Porque de vez em quando, você vai lembrar de mim”).

E o que dizer de “Amigo”?

“Você meu amigo de fé, meu irmão camarada. Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas(…) Amigo você é o mais certo das horas incertas (…) Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que eu tenho um grande amigo”.

Me lembro que na minha festa de formatura, o salão veio abaixo quando tocou essa música. Me lembro dos olhos marejados, dos abraços, dos suspiros… Todos juntos, com uma força de oração, celebrando aquela emocionada constatação: éramos amigos.

E “Cavalgada”?
“Estrelas mudam de lugar, chegam mais perto só pra ver (…) E na grandeza desse instante, o amor cavalga sem saber”. – Ah, Roberto… Até quando queria ser atrevido, era romântico de doer.
Isso sem falar na letra de “Olha” – que eu tenho certeza: foi feita pra mim.
“Olha, você tem todas as coisas, que um dia eu sonhei pra mim. A cabeça cheia de problemas. Não me importo, eu gosto mesmo assim”.

Enfim, agora, depois de tanto tempo adormecido, o rei vem dizer que é “O cara que sempre te espera sorrindo, que abre a porta do carro quando você vem vindo. Te beija na boca, te abraça feliz. Apaixonado, te olha e te diz: que sentiu sua falta e reclama… Ele te ama”.

Eu, é claro, acredito.

Maria Sanz Martins



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